
Exército de Israel afirma que o hospital era usado como base militar do grupo terrorista Hamas. Ataque de Israel em hospital Nasser, em Khan Younis, deixa feridos
Um ataque do Exército de Israel ao hospital Nasser, na cidade de Khan Younis, no sul de Gaza, deixou uma pessoa morta e muitas outras feridas. Os israelenses afirmaram que o local era usado como base militar do grupo terrorista Hamas, bem como para manter alguns reféns sequestrados.
O local, segundo os palestinos, porém, era usado como refúgio – mais de 2 mil pessoas estavam abrigadas no hospital. Além disso, um porta-voz do grupo terrorista chamou de “mentiras” todas as alegações.
Imagens feitas pelo palestino Mohammed Harara mostram o momento que o ataque israelense começou dentro do local (veja vídeo acima). A incursão aconteceu na ala de ortopedia do hospital.
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Há cerca de 25 dias, o Exército de Israel está aos arredores do hospital. Tanto que, na terça-feira (13), o Exército israelense enviou um drone com uma mensagem solicitando que os palestinos deixassem o local.
Os palestinos disseram à agência de notícias Anadolu que foram obrigados a buscar outro abrigo em meio a tiroteios. Tanto que, ontem, o Ministério da Saúde de Gaza disse que várias pessoas foram mortas enquanto tentavam sair do Nasser.
No domingo, o chefe da Organização Mundial da Saúde afirmou estar profundamente preocupado com a situação dentro e ao redor do hospital.
“Estamos profundamente preocupados com a segurança dos pacientes e do pessoal de saúde devido à intensificação das hostilidades nas proximidades do hospital. Repetimos: a saúde deve ser protegida em todos os momentos”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus no X, reiterando seu apelo por uma cessar-fogo.
Nuvem de fumaça é vista acima do nível das casas na cidade palestina de Khan Younis, na Faixa de Gaza, em 12 de dezembro de 2023
Mohammed Dahman/AP
Desde 22 de janeiro, Khan Younis testemunhou uma invasão terrestre massiva de Israel, forçando dezenas de milhares de residentes da cidade a fugir sob o pesado bombardeio israelense.
Israel é acusado de genocídio no Tribunal Internacional de Justiça, que, numa decisão provisória de Janeiro, ordenou que Tel Aviv cessasse os actos genocidas e tomasse medidas para garantir que a assistência humanitária fosse prestada aos civis em Gaza.