
Netanyahu pediu que o Exército israelense elabore um plano para a retirada da população da cidade, que fica no extremo sul de Gaza, na fronteira com o Egito. Desde o início da guerra, cerca de 1,5 milhão de palestinos fugiram para lá. Coluna de fumaça é vista em Rafah, cidade na Faixa de Gaza próxima à fronteira com o Egito, em 8 de janeiro de 2024
Ibraheem Abu Mustafa/REUTERS
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, ordenou nesta sexta-feira (9) que seu Exército prepare um plano de retirada da população civil da cidade de Rafah, no extremo sul da Faixa de Gaza.
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Rafah, que fica na fronteira entre Gaza e o Egito, é considerada o último refúgio de cerca de 1,5 milhão de pessoas – quase toda a população da Faixa de Gaza – que desde o início da guerra entre Israel e o Hamas deixaram o norte, o centro e outras cidades do sul do território palestino por conta de bombardeios e ações por terra do Exército de Israel.
Nesta sexta, Netanyahu anunciou que pretende ocupar toda a cidade temporariamente. Segundo o premiê israelense, Rafah é o último bastião do Hamas e, portanto, o último front de batalha para completar sua guerra contra o grupo terrorista.
É na cidade, também, para onde os milhares de estrangeiros que estavam na Faixa de Gaza quando a guerra estourou vão quando recebem autorização para deixar o território – eles saem de lá pela passagem fronteiriça com o Egito, aberta apenas para a entrada de ajuda humanitária e saída de estrangeiros previamente autorizados ou de casos hospitalares emergenciais.
O anúncio foi criticado pela Organização das Nações Unidas (ONU), que disse que a ocupação pode ter graves consequências humanitárias.
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